
1884 -Nasce
Afonso Duarte, a 1 de Janeiro, na aldeia da Ereira, freguesia de Verride,
concelho de Montemor-o-Velho. Filho de Henrique Fernandes Duarte e D. Maria
Pereira Cantante.
1896- Faz exame de instrução primária na escola de Alfarelos.
1898 - Entra para o Colégio Mondego, de Coimbra, onde permanece como aluno
interno durante 3 anos.
1902- Assenta
praça em Lanceiros de EI-Rei e matricula-se no Liceu de José Falcão.
1904 - Sabe-se
que tinha já concluído nesta altura o seu primeiro livro de versos,
Composições verdes, que não chegou a ser publicado.
1908 -
Matricula-se na Universidade de Coimbra (prepararatórios para a Escola do
Exército)
1909- Desiste
da carreira das armas, passando a frequentar o curso de Ciências
Físico-Naturais da Faculdade de Filosofia, hoje extinta.
1912 -Publica
o Cancíoneíro das Pedras na Livraria Ferreira, de Lisboa, livro que reúne as
poesias escritas de 1906 a 1910. Funda, com Nuno Simões, a revista Rajada.
1913-
Bacharela-se em Ciências Físico- Naturais.
1914 - Publica
a Tragédia do Sol-posto, Franca Amado, editor, Coimbra. É colocado como
professor provisório no Liceu de Vila Real de Trás-os-Montes.
1915- Abandona
Vila Real para frequentar a Escola Normal Superior de Lisboa.
1916 - Publica
a Rapsódia do Sol-nado seguida do Ritual do Amor, Renascença Portuguesa,
Porto.
1917 - É
nomeado professor do Liceu de Gil Vicente, de Lisboa. Mobilizado pouco
depois, dá entrada na Escola de Oficiais Milicianos de Artilharia de Costa.
1918- É
licenciado a seguir ao Armistício, sobrevindo-lhe então a grave doença que
esteve quase a inutilizá-lo (paraplegia) e de que nunca mais se curou
completamente.
1919 - Volta a
exercer funções públicas como chefe de secretaria do Liceu Infanta D. Maria
e professor da Escola Normal Primária de Coimbra.
1924 - Lança com João Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca a revista
Triptico.
1925 -Abandona o cargo de chefe de secretaria do Liceu de José Falcão, para
onde transitara do Liceu Infanta D. Maria, entregando-se a partir de então,
na Escola Normal, a uma experiência pedagógica absorvente, que alcançou
verdadeira repercussão europeia. Publica Barros de Coimbra, edições Lumen,
Coimbra.
1929 - Dá a lume Os sete poemas líricos, edições Presença, Coimbra,
compilação da sua obra poética, inédita e publicada.
1932 - É colocado na situação de adido fora do serviço e compelido à
aposentação.
1933 - Publica Desenhos animistas de uma criança de 7 anos, Imprensa da
Universidade, Coimbra.
1936 - Publica o ciclo do Natal na literatura oral portuguesa, Biblioteca
Etnográfica e Histórica Portuguesa, Barcelos.
1947 - Publica Ossadas, edição da Seara Nova, Lisboa. Poesias escritas,
provavelmente, entre 1922 e 1946.
1948 - Publica Um esquema do cancioneiro popular português, também edição da
Seara Nova.
1949 - Publica o Post-scriptum de um combatente, Colecção Galo, Coimbra.
Escrito em Janeiro e Fevereiro de 1948, excepto as poesias «Post-scriptum de
um combatente» (1917), «Coimbra» (1918), «4 de Junho de 1944», «Terra Natal
(1947), «Eugénio de Castro» (1947) e a «Saudação a Pascoaes» (1949).
1950-Publica Sibila, edição do autor, Coimbra. Tanto as «trinta e cinco
redondilhas fingidas» como o «Soneto verdadeiro» datam de Abril de 1950.
1952 - Publica Canto de Babilónia e Canto de morte e amor ambos edições do
autor, o primeiro escrito em 1951, o segundo de Janeiro a Março de 1952.
1956 - Sai a 1.a edição da sua Obra Poética, Iniciativas Editoríais, Lisboa.
É uma recolha de todos os livros de poesia já publicados e inclui o livro
inédito 0 Anjo da Morte e outros poemas, coligido e completado de 1952 a
1956, embora no plano geral da obra o autor o insira antes do tríptico de
redondilhas formado por Sibila, Canto de Babílónia e Canto de Morte e Amor.
Acompanha a Obra Poética um apêndice biobibliográfico organizado por Carlos
de Oliveira e João José Cochofel.
1956 - A 24 de Junho é-lhe prestada pública homenagem na Ereira, sua terra
natal, e descerrada no Castelo de Montemor-o-Velho uma lápide com estes
versos seus: Onde nasceu o Fernão Mendes Pinto? Jorge de Montemor onde
nasceu? A mesma terra, o mesmo céu que eu pinto, Castelo velho, o que foi
deles é meu.
1957 - 2.a edição da Obra Poética, Guimarães Editores, Lisboa, aumentada de
novas poesias.
1958 - Morre em Coimbra, a 5 de Março. É sepultado no cemitério da Ereira.
1960 - Sai o volume póstumo Lápides e outros poemas (Iniciativas Editoriais,
Lisboa), organizado por Carlos de Oliveira e João José Cochofel.
1974 - Publica-se esta 3.a edição, definitiva, da Obra Poética. A inclusão
(não cronológica) de Lápides e outros poemas entre os livros o anjo da morte
e Sibila faz-se por determinação de Afonso Duarte, que insistentemente
indicou os cicios das redondilhas como fecho de toda a sua obra. |